Amor de Perdição
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---- Vou apresenta o resumo de um livro que já li a alguns anos atrás, mas que recordo com saudade... espero que apreciem...

 

 

 

AMOR DE PERDIÇÃO

 

 de: Camilo castelo Branco

               

                Amor de perdição resume a história de duas pobres almas apaixonadas; amor que se torna uma doença e devido à impossibilidade de se juntarem, acabam por morrer, ambos de saudade e sofrimento.

            Esta é a história de Simão e Teresa.

 

  

Domingos José Correia Botelho de Mesquita e Meneses, juiz de fora, apesar da sua aparência pouco atraente, consegue como era seu desejo casar com uma dama do paço ( que acompanhava D. Maria II ) D. Rita Teresa Margarida Preciosa da Veiga.

Este casal e apesar de não ser muito ditosa D. Rita para com o marido, devido às saudades da Corte, tiveram cinco filhos: dois rapazes e duas raparigas que eram o encanto da mãe. Manuel era o mais velho seguido de Maria, Ana, Simão e a mais nova Rita, de que herdou o nome e a formossura da mãe.

Eram uma família normal para a época até que o filho mais velho Manuel resolve ir estudar para Coimbra e com isso levou consigo o irmão Simão.

Por esse motivo, conviveram durante algum tempo mas durou pouco, pois Simão apenas com quinze anos era mau: gastava o dinheiro em pistolas que deveria ser para livros e convivia com as piores pessoas da Academia, para além de correr noites à procura de coisas terriveis para fazer ou apenas para perturbar os habitantes.

Simão volta a Viseu ( local onde moram seus pais ) com os exames aprovados. Simão passa então esses dias brincando com a irmã mais nova que ele adorava e a quem satisfazia todas as vontades; muitas vezes fazendo maldades.

Um dia quando passeava vendo que estavam a agredir um criado, lançou-se na bulha e armado de um fueiro feriu alguns dos intervenientes e partiu umas quantas vasilhas.

Feito isto o pai queria prendê-lo mas a mãe apelou para que fugisse para Coimbra e esperasse o perdão do pai; mas este acabou por perdoar o filho.

Simão Botelho ao ver o seu ano perdido, quase que ia perder também o pai mas a mãe conseguiu sentá-lo na mesa comum.

Mas enquanto este permaneceu em Viseu, tornou-se uma outra pessoa e mudou radicalmente, todos estavam espantados, estava mais amavel e mais sereno, escolhendo lugares serenos para se recolher.

Simão amava, começara a amar uma sua vizinha, menina de quinze anos, rica herdeira e muito bonita. Mas este amor todo teve troco, ele era correspôndido; estes viam-se discretamente da janela de ambas as casas, já que estas eram em frente uma da outra. O único problema é que os pais de ambos eram inimigos de longa data, e os criados que Simão tinha agredido naquele dia eram criados do pai de Teresa, Tadeu de Alburquerque.

Simão achou melhor ir para Coimbra e aguardar notícias de Teresa ou vir visitá-la. Como o pai de Teresa tinha dito que se esta continuasse assim a encerraria num convento, foi o que lhe disse quando lhe escreveu.

Um dia astavam Teresa e Rita cada uma em sua janela foram interronpidas pelo pai de Rita que a desencorajou a falarem mais alto das janelas e ameaçando a família vizinha.

Os dias passavam e o pai de Teresa teve a ideia de casar sua única filha com um sobrinho seu de Castro Daire, chamado Baltasar Coutinho. Este ao falar com sua prima teve logo a resposta de que não pensava em casar-se e muito menos com ele.

O pai de Teresa insistia cada dia para esse casamento mas Teresa recusava, o que muito desagradava o pai.

Teresa escreveu novamente a Simão que cada vez a amava mais. Simão ficou preocupado e ciumento até que decide voltar à terra sem que ninguém saiba e encontrar-se com a amada. Essa decisão deve-se ao facto de uma mendiga que lhe entregava as cartas em Viseu, que ele se podia encontrar com Teresa à noite durante a sua festa de anos.

Assim aconteceu, apesar de Teresa ter sempre as primas no seu encalço. Viu mas não pode falar pois não tinha essa liberdade, mas pode falar Simão com Baltasar, os dois frente a frente. Simão voltou para casa do ferreiro que o acolheu, mais sua filha, que se chamava Mariana.

Teresa recusava casar com seu primo e o pai desesperado manda encerrá-la num convento.

Ao saber disso Simão manda dois homens acompanha-lo pois está determinado a raptar a rapariga. Isto sucede mal pois disputa-se com Baltazar e acaba por matá-lo. O mal é que não foge e deixa-se ser preso e dá-se por culpado. É preso e o pai sabe da tragédia, ficando contra o filho e apoiando que este seja morto na forca, se fosse necessário.

Apesar de serem ditos vários os destinos para Simão, este permanecia imóvel e pensativo. O pai esse era contra o filho apesar da mãe ser a favor e querer ajudá-lo.

Durante o tempo que esteve na cadeia foi sempre ajudado por Mariana, filha do Ferrador seu amigo. Mariana silenciosamente amava e este precentia-o; mas a rapariga era uma boa criada e respeitava-o muito.

Passados meses Simão era condenado à forca e sua família já vestia o luto. Mas a pedido de sua mãe, o pai intervem e a sentença é adiada e mais tarde melhorada para umprir pena na India, o chamado degredo.

Então Simão parte, mas não ia só, ia com Mariana que estava preste a ir para onde quer que fosse Simão, que agora estava só sem ninguém no mundo, sem seu pai.

Simão e teresa estavam longe mas o amor unia-os e as pequenas cartas que ambos escreviam também. Simão estava triste por ir com Mariana por ela se dedicar tanto sem obter um pouco de amor.

A partida dá-se em Março de 1807.

Teresa que se encontrava num convento em Monchique poderia avistar perfeitamente o barco sair do cais com rumo à India. Esta nessa manhã pôs-se à janela para ver o seu amado ir-se. Enquanto isso Simão lia a última carta que recebera de Teresa.

O barco partia e Teresa não tirava os olhos da nau com enorme tristeza e sofrimento.

Simão olhava para o local do Convento e avistou um vulto numa das janelas, era Teresa.

Ambos se despediam secretamente, sabendo que nada os iria agora perturbar.

Teresa viu, lembrou e chorou ao ver a nau partir caindo no chão sem forças já morta. Morrera de desgosto, de amor.

Como a nau na noite parara defronte das sobreiras, o comandante quando voltou de terra disse a Simão que ela "entrara nas portas divinas".

Simão ficou perplexo e atormentado. Falou qualquer coisa de morte, mas que não se iria suicidar.

Passados dias Simão recordava ainda como tinha sido a sua vida: um tormento. Passados

dias entra em estado febril e em delirios e pede para ir ao convés mas o comandante acompanha-o. Mais delirios se seguiram e morre a sofrer e a fazer sofrer Mariana.

Pasados dias era o seu funeral o qual seria no mar, Mariana atirou o maço de cartas de Simão e Teresa ao mar e quando de seguida atiraram Simão esta atira-se. Ainda foram alguns Homens tentar salvá-la, mas esta abraçada ao corpo do amado já desfalecida, morta. Moreu pelo amor o qual ala nunca vira, mas morreu por quem amava. Mariana que sempre tinha sido o anjo da guarda de Simão, que o amava e respeitava, apesar de saber que nunca teria o seu amor já que este era de Teresa.

Assim acaba um grande amor... um triangulo amoroso.     

 

                                                                                        Fim

 

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